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FGCA busca parceria do Crea-GO em projeto sobre hortas urbanas

            O presidente do Crea-GO, Eng. Francisco Almeida, e o assessor institucional, Eng. Agr. José Luiz Barbosa, receberam, na tarde de hoje (3/5), na sala de reuniões da presidência, visita da nutricionista Giselle da Silva Freitas, que é auditora fiscal da Vigilância Sanitária (Visa) da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS-GO) e  também vice-coordenadora do Fórum Goiano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCA), do qual o Crea-GO é membro.

        Participaram também da reunião, a nutricionista do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Michele Ferreira Lima; a especialista em saúde da Vigilância Sanitária, Camilla Benevides Freitas; o representante do Grupo de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Joao Marcos Bertoldi; o técnico do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Goiás (Conesan-GO), Luiz Vilela Gouveia; a representante da Arquidiocese de Goiânia, Sebastiana Doutor; e o especialista em saúde do Departamento de Vigilância Sanitária e Ambiental (Dvisam) da SMS-GO, Cameron Capeletti da Silva.  

Durante a visita foi discutido o “Projeto Hortas Urbanas e Periurbanas”, que tem o objetivo de transformar a realidade produtiva convencional de hortaliças no município de Goiânia e entorno, numa proposta agroecológica, para obtenção de maior segurança alimentar e nutricional, bem como executar a vigilância à saúde da população exposta aos agrotóxicos, e convidar o Conselho goiano a integrar o projeto.

O projeto levantou a utilização de variados tipos de agrotóxicos em mais de 200 hortas no município de Goiânia e região metropolitana, contaminando o alimento, o meio ambiente, o ambiente de trabalho, o trabalhador, além da cadeia consumidora. O consumo de agrotóxico na Capital está relacionado às hortas urbanas e periurbanas, às lavouras permanentes e temporárias, às empresas desinsetizadoras e ao uso de pesticidas na saúde pública para controle vetorial de endemias, como a dengue.

Para Gisele Freitas, a participação do Crea no projeto é de fundamental importância uma vez que é um Conselho que coordena os engenheiros agrônomos que são profissionais decisivos na organização desse projeto para orientar o produtor rural que por não ter informação adequada, muitas vezes utiliza agrotóxico impróprio para determinada cultura, um agrotóxico proibido ou no limite acima do máximo permitido. “A participação do Crea  vai ampliar e muito a nossa atuação e melhorar a qualidade do alimento que é disponibilizado para o consumidor e, até mesmo, para  o produtor ter uma melhor qualidade de vida, porque hoje esse produtor está se contaminando, contaminando o solo, a água, o ar e os alimentos e a família e o consumidor final”.

O projeto piloto está sendo executado desde 2014 na região Noroeste de Goiânia onde a equipe encontrou 15 hortas de folhagens, cuja a produção é vendida para feiras, supermercados e verdurões locais. “Já fizemos as coletas dos alimentos e sua análise pelo Ministério da Agricultura. Os resultados são alarmantes. Só em um tipo de cultura (alface) foram encontrados quatro tipo de agrotóxicos de forma irregular”, acrescentou.

Durante a conversa, o presidente Francisco Almeida aceitou o convite para integrar ao projeto e já solicitou a elaboração de um Plano de Trabalho em que constem ações de orientação técnica, de conscientização junto aos produtores, por meio de palestras com temas impactantes, e a formalização de uma associação para construir um arranjo produtivo local. “Essa proatividade do Conselho é no sentido de evitar o uso indiscriminado de agrotóxico. Nosso objetivo principal nesse projeto é fornecer na segurança alimentar, folhagens sadias e que a população possa comer tranquilamente sem pensar em ser contaminada”, declarou. A vice-coordenadora do FGCA

     Sobre o FGCA – O Fórum Goiano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, lançado em dezembro de 2011 e formalmente estabelecido em dezembro de 2014, é formado por entidades da sociedade civil organizada, instituições governamentais e Ministério Público e tem como objetivo geral proporcionar, em âmbito estadual, o debate das questões relacionadas aos agrotóxicos, produtos afins e transgênicos, de modo a fomentar ações integradas de tutela à saúde do trabalhador, do consumidor, da população e do ambiente ante os males causados por esses produtos.

            Desenvolvido pelo Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e Urbanismo do Ministério Público do Estado de Goiás (Caoma/MP-GO), o FGCA tem, entre seus 34 membros, a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater); a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa); as Centrais de Abastecimento do Estado de Goiás (Ceasa); a Companhia Nacional de Abastecimento em Goiás (Conab); a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Goiânia (Embrapa); Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (EA/UFG); e outros.

 

“Projeto Hortas Urbanas e Periurbanas” é discutido durante reunião
“Projeto Hortas Urbanas e Periurbanas” é discutido durante reunião

 

O presidente do Crea-GO, Eng. Francisco Almeida (E) aceita convite para integrar o “Projeto Hortas Urbanas e Periurbanas”, apresentado pela a auditora fiscal da Vigilância Sanitária e vice-coordenadora do FGCA, Giselle da Silva Freitas (D)
O presidente do Crea-GO, Eng. Francisco Almeida (E), aceita convite para integrar o “Projeto Hortas Urbanas e Periurbanas”, apresentado pela a auditora fiscal da Vigilância Sanitária e vice-coordenadora do FGCA, Giselle da Silva Freitas (D)

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