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Associação utiliza geoprocessamento para mapear território Kalunga

Neste mês de janeiro, a Associação Quilombo Kalunga (AQK) deu início ao projeto “Uso do Geoprocessamento na Gestão do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga – SHPCK”, fomentado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund),

 O projeto tem como objetivos conhecer com profundidade a realidade das comunidades Kalunga, usar a tecnologia de geoprocessamento para mapear detalhadamente o território, promover a ocupação do SHPCK de uma forma mais sustentável e fazer com que os Kalunga sejam reconhecidos internacionalmente como defensores da conservação da biodiversidade.

A proposta foi aprovada pelo CEPF em junho de 2018, só depois de sua execução ser também aprovada pela assembleia geral em que participaram todas as associações do Quilombo Kalunga.

O processo de georreferenciamento e a caracterização ambiental do Sítio Histórico foram divididos em duas fases. Na primeira, 24 jovens Kalunga foram treinados para operarem o Open Data Kit (ODK) a ser utilizado no levantamento das informações socioeconômicas e para o uso de GPS.

Também foram realizadas a contratação de um PhD em geoprocessamento e de um engenheiro agrônomo; a estruturação da Associação para o desenvolvimento das ações; e encontros iniciais com membros-chave da comunidade Kalunga e da esfera governamental.

Já em janeiro, ainda na primeira fase, foram iniciados o levantamento e o cadastro socioeconômicos dos moradores do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, com a meta de participação de todas as 1,5 mil famílias quilombolas, espalhadas no que é considerado o maior território de quilombo no Brasil, com 261.999,69 hectares.

Cada Unidade Produtiva Familiar será georreferenciada, cadastrada e caracterizada em termos socioeconômicos. Também será realizado o georreferenciamento das atividades desenvolvidas em sua área. O objetivo é que, até julho deste ano, todos tenham sido entrevistados.

A segunda etapa compreenderá a associação dos levantamentos de campo com a base cartográfica e o mapeamento temático realizado por meio de geoprocessamento e sensoriamento remoto.

Também haverá levantamento cadastral das atividades de garimpo, retirada ilegal de madeira e pesca predatória, bem como dos impactos delas decorrentes, além dos atrativos turísticos e possíveis roteiros a serem estabelecidos.

O projeto prevê ainda a elaboração, de forma participativa, de um Sistema de Informações Geográficas no SHPCK, em estações de trabalho dotadas de softwares de geoprocessamento e de conexão com os principais bancos de dados via internet.

Mais informações sobre o projeto “Uso do Geoprocessamento na Gestão do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga – SHPCK”, na reportagem de Carmen Cruz para o jornal Diário da Manhã, disponível aqui.

 

Mapa preliminar de solos do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga
Mapa preliminar de solos do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga

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