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Pequi sem espinhos poderá ser cultivado por agricultores e viveiristas

As mudas serão entregues aos interessados até dezembro de 2022

Publicado: 22/11/2022 14:02 - Fonte: Emater


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O pequi faz parte da cultura e da mesa dos goianos. Com aroma e sabor marcantes a fruta é utilizada na gastronomia em pratos salgados e doces. Apesar da popularidade da fruta que extrapola as fronteiras do estado, deve-se tomar cuidado ao comer a fruta. O caroço que é envolto pela polpa tão apreciada é coberto por espinhos finos e penetrantes. Pensando nisso, a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – unidade Cerrados (Embrapa Cerrados) lançaram seis novas variedades de pequi, sendo três sem espinhos e três com.

As seis cultivares são resultado de duas décadas e meia de pesquisa realizada em parceria pelas instituições para atender uma demanda dos produtores rurais. Os trabalhos de pesquisa foram coordenados pela pesquisadora da Emater, Dra. Elainy Pereira, e pelo pesquisador Dr. Ailton Pereira, da Embrapa Cerrados, na Estação Experimental Nativas do Cerrado, em Goiânia, e na Estação Experimental de Anápolis. “Se não houvesse produtores com a sensibilidade deles, se não houvesse um técnico e um escritório local como ponte e se não fossem as instituições públicas, hoje não teríamos esse resultado”, pontuou Elainy.

“Nós apresentamos essas tecnologias relacionadas ao pequi, mas temos parceria para desenvolvimento, validação e difusão de várias outras culturas que chegam ao produtor rural”, destacou Pedro Leonardo Rezende, presidente da Emater, ao destacar a importância da pesquisa pública.

Fábio Faleiro, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, destaca o pequi como símbolo cultural e ambiental do Cerrado, além do papel social das instituições de pesquisa pública. “É uma sensação de dever cumprido entregar para a sociedade tecnologias que irão impactar do ponto de vista social, econômico e ambiental”.

Saiba como adquirir as mudas de pequi no site da Emater

Sobre a pesquisa

O trabalho de pesquisa sobre o pequi sem espinhos é uma parceria entre a Emater e a Embrapa Cerrados e partiu da demanda de produtores goianos, por pequizeiros mais rentáveis e frutos comerciais, e da sociedade, por frutos com polpa carnuda e saborosa. Foi isso que originou as pesquisas de clonagem, que se iniciaram com a propagação de mudas por sementes, estaquia e enxertia.

As entidades parceiras visitavam as propriedades que cultivavam pequizeiros para tirar a raça da planta. Foi nesse processo que os pesquisadores tiveram acesso ao pequi sem espinhos, encontrado na natureza.

Como o trabalho de clonagem e enxertia já vinha sendo desenvolvido pelos pesquisadores, foram feitos vinte clones do pequizeiro que produzia os frutos sem espinhos. As mudas foram plantadas no banco de germoplasmas da Emater – que hoje possui mais de 1600 pequizeiros – e as plantas foram avaliadas durante anos, tornando possível multiplicar os pés e apurar a qualidade do fruto.

Agora, as mudas de plantas que produzem pequis sem espinhos e também pequis com espinhos, mas de qualidade ímpar, são entregues à sociedade, com as devidas instruções e informações para o correto manejo do material.

As seis cultivares de pequi foram registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em abril deste ano.

 

Assessoria de Comunicação do Crea-GO
Fonte: Comunicação Setorial da Emater – Governo de Goiás